quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Acorrentado !


Tu nunca vais me entender, por mais que tente me decifrar ... nunca vai ! Nem que beije minha boca todos os dias, que olhe nos meus olhos todas as manhãs, sinta meu cheiro todas as noites, seja minha a cada madrugada, eu nunca vou ser uma folha cheia de letras, um disco cheio de faixas, um poema cheio de versos, vou ser sempre um espaço cheio de estrelas, lindo, confuso e cada dia mudado, diferente de ontem e com certeza diferente de amanhã. Talvez, esse seja o ultimo...a inspiração já não me acompanha, já sinto falta de algo meu, que me faz escrever e parar para isso como se o mundo, fosse só nosso. Minhas mãos estão acorrentadas, no topo de uma arvore e meus braços já não suportam mais isso todos os dias, alguém me de o ultimo gole e que eu morra afogado nele.

- Preso a correntes, só me sinto livre quando começo a sonhar.



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