quarta-feira, 31 de março de 2010

Estrela Guia s2


Aos poucos vou perdendo o brilho. O sorriso ficou amarelo. A vaidade se foi. O olhar está apagado. Minha respiração se tornou fraca. Meu olhar terno, não mais existe. Sinto cada gota de sangue que escorre entre meu peito, sim do meu coração. Seu cinismo, sarcasmo já não mais fazem parte de mim. Agradeço a uma estrela guia, que me iluminou o caminho para felicidade, me entregou um mapa e nele vários nomes, mas pra ser sincero, o seu foi que me chamou mais atenção, estava em negrito e era o único que tinha um coração do lado. Obrigado estrela guia. s2


-All we need is love!

Longe ...


Estou em outro lugar, mas aqui o barulho do mar é o mesmo. Estranho e bom. O céu fechado, nublado e escuro, deu lugar a lua cintilante e cheia. De alguma forma, ela sabia que estava ali a observá-la enquanto você não saia da minha cabeça. Minha mente hipnotizada pelo mar e pela brisa que me seguia me dizendo que mesmo aqui também seria o meu lugar, talvez o nosso. Meus pés encobertos de areia e meus olhos lá no fundo que visualizava somente uma estrela me anunciando que o sol brilharia pela manhã, iluminando meu rosto, iluminando minha alma, iluminando meu dia, clareando toda a vida existente ali. Que bom estar aqui, só faltou você pra dizer no pé do meu ouvido que daqui, deste paraíso, não queria partir.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Tudo de você


Eu nunca quis ouvir sua voz como ontem. Melhor, eu nunca quis ter você como ontem. Ver todos aproveitando seus momentos e eu aqui somente olhando o mar, pensando naqueles dias bons. Essa declaração de saudade, aquela mesma que você dizia sentir tanto, mesmo depois de dizer adeus. Sim, essa é para você, dona do meu desejo do meu corpo suando frio na necessidade de você para acalmá-lo, meu único remédio instantâneo nos dias de solidão e carência. Te quero, não nego essa vontade louca de te dominar pelos cabelos e mostrar que você é minha e de alguma forma sou seu, isso me intriga. É você que sabe mexer comigo do jeito que gosto, do jeito que quero, do jeito que sempre espero quando você está por perto. Vem e me mostra esse desejo todo que você tanto diz te infestar na madrugada, deitada na cama esperando mais um boa noite meu. Doce menina, me entrega mais um sorriso sem medo que prometo guardá-lo dentro da minha caixa chamada você, a dona do meu amor de criança, amor que derrama lágrimas como se seu único presente tivesse seu nome, seu sabor, seu cheiro.



domingo, 28 de março de 2010

Semente de amor



Como a semente e a rosa, assim é a paixão e o amor. A semente é plantada, cuidada, regada e quando se menos se espera ela floresce, uma linda flor surge, sim é ela, a rosa. Assim também é a paixão e o amor, se cuida, se zela, se for real e recíproco se nasce o amor, que como a rosa precisa de cuidados, carinho, atenção e ela permanece por muito mais tempo viva e bela.
Agua, luz e carinho, para a rosa continuar linda e linda, já o amor precisa de toque, sensação, calor. Tudo na medida correta, sempre respeitando os limites, como se existisse um termômetro, que te limita antes que tudo seja desperdiçado, tanto a beleza da rosa, quanto o amor.
A paixão é tua, vai depender somente de você se dela florescerá um lindo amor.


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"A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes" - Khalil Gibran

"Às vezes o homem prefere o sofrimento à paixão" - Fiodor Dostoievski

sábado, 27 de março de 2010

Me sinto só


Me sinto só. Melhor, estou só. Nada nem ninguém para me ouvir ou somente para falar comigo. O que será que está acontecendo? O mundo parece girar mais devagar, em outro eixo muito mais diferente do eixo que me ensinaram na escola. Aqui, só eu e meu eu, sim aquele que converso nas horas tristes e quietas. Escuto o som do relógio, tic-tac, tic-tac, só assim percebo que realmente por aqui, está tudo quieto. Não queria perceber isso, mas o som dos carros passando lá fora, desesperadamente, buzinas, freadas, será que para eles o dia também decidiu ficar parado? quieto? O ponteiro do meu relógio parece não funcionar, a cada minuto que se passa sinto que nada mudou, que os ponteiros se mantém parados e eu também. Sendo assim, meu dia se rasteja. É sempre assim, quando não estou contigo, sempre.

- Diz que sim, e só assim irei sorrir hoje.

terça-feira, 23 de março de 2010

A sombra do jardineiro


Nada justifica a falta que você me faz. Nenhum sorriso, nenhum abraço. Aquele beijo foi doce, sincero, com amor, com doação. Saber que de alguma forma você estava ali por mim e eu por você foi bom. Ninguém sabe meu nome, muito menos o seu...mas tuas digitais estão marcadas nos meus lábios, nos meus braços, por toda parte. O brilho do meu olhar se ofuscou. Me sinto uma sombra ao olhar-te, passando desapercebido por você. Tento te tocar, falar com você, mas sombras podem tocar e porém não são sentidas, falam, gritam, mas não são ouvidas, sombras não chamam tanta atenção na noite, não chamam tanta atenção nas ruas. Assim sou, tentando de alguma forma atrair-te, trazer-te, dominar-te, não como um homem faz a um animal, mas como o jardineiro, que por mais que seja uma sombra para muitos e principalmente para ela, cuida da rosa, com carinho, amor, dedicação. A semente eu já plantei. Regar, eu já reguei. Esperar, já esperei, mas você demora a florescer para mim, mesmo assim, não parei de te olhar, não quero parar, não vou parar.


quinta-feira, 4 de março de 2010

Desejo, paixão, degustação...


Tudo começou com um simples "oi", e ao (sem) perceber tomávamos um rumo inesperado ou talvez a tanto desejado por ambas as partes da conversa e logo já citávamos querer, desejo, paixão, perda da razão ou quem sabe já se passava disso, já ia além disso, uma simples conversa. Foi estranho, engraçado e bom. As reações causadas e sofridas deixava tudo mais fácil, ficamos a vontade e praticamente livres para falarmos de qualquer coisa, sobre qualquer coisa. Eu já estava ali, esperando por ela chegar e quando chegou, tudo ficou melhor, mais saboroso, até mesmo depois de encerrada a conversa, eu podia sentir ela pensando em mim, e de algumas (varias) formas eu nela. Já louco para prová-la (não nego), parte por parte, vê-la derreter-se sobre mim, enquanto a degustava, a cada "garfada" ela estava ali, saboreei com cuidado, sentindo o sabor, pedaço por pedaço, o gosto gostoso que ela proporcionava somente de pensar nela. Mesmo depois do fim, da "refeição", já não via a hora de permitir que fosse meu o que dela eu não podia enxergar, tocar, sentir, o seu desejo de comigo estar, ou quem sabe, algo mais que isso.